Atalaias da Fé

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ADONAI NOSSO DEUS É UM



por Ed René Kivitz

Uma divindade se apresenta a Moisés dizendo: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó". Isso significa que é possível identificar que a divindade que se revelou a Abraão foi a mesma que se revelou a Isaque e também a Jacó, pois a natureza de tal revelação obedece a uma coerência unívoca. A partir dessas revelações, os Patriarcas de Israel vão conhecendo o seu Deus e aos poucos vão percebendo que Ele é absolutamente distinto dos deuses das nações vizinhas. Não demora para que os outros deuses sejam considerados ídolos e que o Deus de Israel se afirme como único Deus. O Shemá, trecho da Torah que fundamenta o monoteísmo judaico começa com as palavras: “Ouve Israel, Adonai nosso Deus é Um”.

O segundo mandamento do Decálogo proíbe a fabricação de ídolos e imagens de qualquer coisa no céu, na terra ou debaixo da terra A proibição inclui o próprio Deus. A inteligência do mandamento sugere que Deus é incomparável, e não pode ser definido ou limitado à semelhança de suas criaturas. Mais do que isso, Deus não pode ser decodificado a ponto de se tornar passível de controle e manipulação de seus adoradores – o que compreendemos, controlamos. Na verdade, os ídolos, feitos por mãos humanas é que servem aos interesses e se submetem aos caprichos daqueles que os fabricam.

A pior idolatria é aquela que resulta da equivocada compreensão do caráter de Deus, isto é, quando ao nome de Deus é associado a um caráter e uma identidade que não são compatíveis com a revelação que o próprio Deus faz de si mesmo. Jesus corrige seus discípulos Tiago e João que desejavam a destruição de um povoado samaritano afirmando “Vocês não sabem de que espécie de espírito são”. Também os discípulos no caminho de Emaús foram corrigidos por Jesus, pois foram igualmente incapazes de ligar o nome à pessoa: o Messias real era diferente do Messias imaginado. Eis a versão mais sofisticada de idolatria: atribuir a identidade errada ao nome certo. Não são poucos os cristãos contemporâneos passíveis do mesmo pecado: transformar Deus em ídolo, confundir o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, o Deus de Jesus, com os deuses pagãos.

Deus é transformado em ídolo quando ocupa o imaginário das pessoas como o mais poderoso dentre todos os deuses. O monoteísmo afirma que existe apenas um Deus, e não que Deus é o deus mais poderoso. O primeiro mandamento, "não terás outros deuses", não é uma proibição à adoração de outros deuses, mas uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deuses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com "outros deuses", mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, fica reduzido à categoria de ídolo. Deus é único.

Deus é transformado em ídolo quando é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, ritos, símbolos, seres ou qualquer outra coisa que dê a Ele uma medida, pois Deus é o Ser-Em-Si, não sujeito a tempo, espaço e modo. Deus é Espírito.

Deus é transformado em ídolo quando se pretende que o relacionamento com ele seja destituído de quaisquer implicações morais. Um Deus sem caráter é um ser despersonalizado, “despessoalizado”. Deus é Espírito Pessoal.

Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o fator determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade.

Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser ativado ou desativado, e nesse caso se pretende manipular Deus por meio da descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado.

Deus é transformado em ídolo quando as expectativas que se tem a respeito dele giram ao redor de questões meramente circunstanciais, pois o reino de Deus não é [apenas] comida, nem bebida, isto é, não está circunscrito às questões efêmeras e materiais. Um Deus em quem se espera apenas para esta vida é incapaz de vencer a morte. Deus é eterno.

Deus é transformado em ídolo quando é submetido a obrigatoriedades determinadas pela conveniência humana, pois Deus deixa de ser um fim em si mesmo e é transformado em meio para um fim maior. Deus é soberano.

Deus é transformado em ídolo quando, em seu nome, se faz exigência de sacrifícios humanos, pois Deus não se alimenta de vidas humanas, sendo Ele mesmo o doador e mantenedor da vida. Deus é amor.

Deus é transformado em ídolo quando é submetido a qualquer regra de qualquer ordem. Deus é incontrolável.

Deus é transformado em ídolo quando se torna objeto de discussão, em detrimento da devoção apaixonada, o que pode acontecer, inclusive, em relação a este texto que fica dizendo que Deus é isso e aquilo. Deus é indiscutível.

Homem também adora com danças!

Uma das coisas mais escandalosas dentro da igreja hoje em dia é ver um homem dançando  no altar, principalmente se for músicas que pedem movimentos lentos. O primeiro adjetivo que esses levitas recebem é ser chamado de gay. E isso até mesmo pelo pastor da igreja - misericórdia!

Vamos voltar a história de Davi - mais uma vez eu falando de dele né? HAHA -. Em toda a bíblia ele foi o único homem que teve a ousadia de usar uma epístola sacerdotal de linho fino - hoje em dia pode-se associar a um roupão quase transparente - e dançar em frente ao povo de Israel e diante da arca da aliança que representava a presença de Deus. Mas como eu falei, o único HOMEM!

Homem pode sim estar no altar do Senhor e entregar uma adoração com danças. Isso não é coisa de gay não! A autoridade do Senhor Jesus é mostrada pela dança do homem.

Esse aí é um vídeo que ocorreu na escola profetas da danças, especial para líderes de ministério. Confira um pouco do que um homem de Deus pode levar a igreja através da arte!


Postei isso porque sinto de Deus que esse também é meu ministério e é o jeito que eu me sinto adorando a Deus de verdade.

PS: amanhã é meu aniversário ta meus atalaias! kkkkk

Todas as coisas

Acho que fiquei louco! Juro que estava esperando chegar sexta-feira pra poder postar e só 13 h percebi que hoje é sexta-feira ¬¬
Pois bem, eu queria tratar de um tema específico hoje, mas Deus não deixou. Acredito que seja essa palavra é que deve ser liberada. Então, vamos a ela.


O cantor Fernandinho transformou em música um que, pra mim, é o versículo bíblico mais difícil de viver: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

Mas James, o que tem nesse versículo que faz dele tão complexo assim? Deixa-me explicar minha posição.

Rio de Janeiro, pessoas desabrigadas, passando fome, morrendo. Diante disso, “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

O mundo arrasado por desastres naturais: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

Filhos matando os pais e vivendo a base da promiscuidade e das drogas: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

Podemos pensar em todas as mazelas sociais e dizer: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”.

Não quero explicar nada e muito menos dá fórmulas para a palavra de Deus. Porém, “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”, até mesmo ler esse texto!

Bom, recadinho para os meus Atalaias queridos: meu aniversário é agora dia 29 viu? Ruuum :D kkkkk

O valor de uma amizade

Bom gente, eu ainda estou vivo sabe? HAHA
E antes que o Ítalo venha me cobrar postagens aqui no blog, resolvi fazer logo isso, afinal, a sexta-feira é minha né?

Pois bem, deixemos de enrolação. 

Essa semana estava relendo o livro de I Samuel um dos meu preferidos e tive a oportunidade de contemplar novamente a história de amizade entre Davi e Jônatas. Um era príncipe, o outro um simples criado. Deixando de lado as barreiras sociais e tudo quato mais podia separá-los, um se doou completamente ao outro. Profundo, não?

A bíblia conta que a alma de Jônatas se ligou a de Davi, e, desde então, um passou a viver com o outro, intercedendo, buscando o que era melhor para ambos, enfrentando todos os problemas que viessem em nome do sentimento amor. Muito mais que um exemplo de solidariedade, essa dupla mostra verdadeiramente a essência da amizade.

Podemos conhecer uma pessoa aqui, outra ali, mas se o sentimento amor não estiver entre essas pessoas a amizade não verdadeira. Não falo aqui daquele amor quase obrigação, em que um respeita o outro, mas o amor ágape, o genuíno, aquele onde um, se podesse, morreria pelo outro.

Graças ao Senhor Jesus eu tenho um Jônatas na minha vida. Ele se chama João Paulo somos nós dois na foto. Nós nos juntamos para fazer coisas fúteis, mas um intercede pelo outro, lemos a bíblia juntos, discutimos princípios bíblicos e tudo mais. A minha mensagem para hoje é: um amigo de verdade é aquele que está com você em todos os momentos, não só nos bons, e, mais que tudo, um amigo de verdade é aquele que te leva a se aproximar de Deus.

Quem são os seus amigos hein?